sexta-feira, 12 de junho de 2009

Mais cinco anos? Não!


Declaração prévia de interesses: não simpatizo minimamente com Rui Rio, nunca votei nele, nem nunca algum dia votarei. Aliás, nas primeiras e únicas eleições autárquicas em que participei, nunca votei a favor de alguém (até porque as alternativas eram muito fracas). Votei sempre contra Rui Rio. Contra o homem e contra o político.

Não gostei da forma insultuosa como ele tratou uma das instituições mais prestigiantes da cidade e o seu presidente e não gostei que tivesse fechado as portas da Câmara (que não é sua, mas da cidade) para homenagear o campeão nacional, europeu e mundial. Mais: não gosto da forma autoritária e autista como gere a cidade, como se relaciona com os seus símbolos (Manoel de Oliveira, por exemplo...). Não gosto da forma populista como enfrenta as principais questões da cidade. Não gosto da forma como deixou a cidade acomodar-se, entristecer-se e subjogar-se ao poder central, centralizador e centralizante da capital. Hoje o Porto não tem alma nem voz. Está calado. Está morto, como alertava Pedro Abrunhosa há dias, na Queima das Fitas. E a culpa é apenas e só de Rui Rio.

Sobre a figura poderia dissertar e criticar mais e mais. Não vale a pena. O futuro é já ali.

E o futuro, meus caros, só tem uma solução: Elisa Ferreira. Uma mulher inteligente, sóbria, dialogante, com provas dadas no país e lá fora, que foi ministra, que está no Parlamento Europeu (PE), que é do Porto, gosta do Porto e que nunca teve vergonha de dizer que é do Porto. Uma candidata independente que quererá, certamente escolher, os melhores do Porto (não são muitos, é verdade, porque a maior parte vendeu-se a Lisboa) para gerir e relançar a segunda maior cidade do país.

O problema de Elisa, ou melhor, os problemas de Elisa são vários. Desde os jogos de bastidores, de tricas e influências, que graçam no PS-Porto, onde os seus camaradas quererão ver na Câmara os seus amigos, até à terrível e questionável opção de se candidatar ao Parlamento Europeu e à Câmara do Porto em simultâneo. O Porto não gosta de ser uma segunda escolha e já o mostrou quando Fernando Gomes deixou a cidade entregue a Nuno Cardoso para integrar o Governo e regressou, depois do falhanço, para se recandidatar à câmara. Elisa devia ter aprendido a lição (que o PS também não aprendeu) e entregar-se de alma e coração à cidade e à sua luta pela cidade. A recusa em assumir o cargo de vereadora em caso de derrota nas eleições também é questionável, mas compreensível. Elisa fará muito mais pelo Porto lá fora, em Bruxelas e Estrasburgo, do que ali a lutar com Rio e as suas gentes.

Elisa terá ainda outro problema: o FC Porto. Sim, o clube de que ela é sócia, com lugar anual. Se os milhares adeptos e os mais de 80 mil associados portistas vivessem e votassem no concelho do Porto, Elisa poderia já encomendar as faixas da vitória. Infelizmente não é o caso. Infelizmente, poucos terão o prazer de votar contra Rui Rio e votar em Elisa. Felizmente, sou um deles.

Meu querido Porto

Do Porto para o Porto. Do Porto para o Mundo. Um olhar, uma palavra, uma visão crítica sobre o que a cidade que me viu nascer, que me vê viver e que um dia, certamente, ver-me-á morrer. É um blogue que hoje nasce para aqueles que, tal como eu, amam o Porto, se orgulham em ser do Porto, em ser portuenses, em ser tripeiros. E em ser portistas, claro. Porque falar do Porto é também falar do FC Porto e de todos os seus sucessos.
Invictus, porquê? Porque se fala desta linda, "mui nobre e sempre leal cidade do Porto". Invicta como o clube que lhe dá fama no Mundo pelas vitórias e pelas glórias, infelizmente desprezadas por quem, actualmente, gere os destinos deste meu querido Porto.